Na pneumática, a qualidade do ar utilizado é o fator mais importante para o bom funcionamento dos equipamentos. Sendo que o ar é a “matéria-prima” utilizada nesta tecnologia, sua qualidade deve ser a melhor e mais adequada possível à sua utilização.

O ar atmosférico que é comprimido para ser utilizado traz em sua composição uma série de partículas de impurezas e umidade. Após a compressão do ar, estas partículas se concentram e somam-se a elas partículas de óleo em quantidades que variam de acordo com o tipo de compressor utilizado. Esta mistura torna o ar impróprio para sua utilização sem uma filtragem adequada. Cada aplicação tem um grau de filtragem ideal, que deve garantir o bom funcionamento dos equipamentos que serão utilizados. Até mesmo para a obtenção de um produto final de qualidade deve-se levar sempre em consideração este fator. Também deve-se lembrar que quanto melhor for a filtragem, melhor o desempenho e maior a confiabilidade e as possibilidades de se aproveitar ao máximo a vida útil dos equipamentos, além de minimizar as paradas para manutenção. A maior parte das paradas de máquina estão relacionadas ao travamento de válvulas, portanto ao investirmos na qualidade do ar estaremos reduzindo drasticamente os custos envolvidos com manutenção corretiva.

Muitas vezes a qualidade do ar não é considerada, e os problemas de mau funcionamento acabam associados à qualidade dos equipamentos pneumáticos, principalmente às válvulas e atuadores. Se o ar carrega muita umidade ou impurezas em excesso, estes equipamentos perdem a lubrificação, travam ou desgastam suas vedações, gerando vazamentos, paradas de máquinas e até mesmo acidentes. O excesso de umidade também provoca oxidação da tubulação de ar, gerando mais impurezas no sistema.

Devido a tudo isto, a garantia de qualidade do ar deve ser sempre considerada como o primeiro e mais importante passo no dimensionamento de um sistema pneumático.

Fonte: ebah.com.br